terça-feira, 9 de março de 2010

Aquela insegurança que impede de caminhar

Segurança é algo indispensável nos dias de hoje.

Essa é frase feita nas matérias jornalísticas (?!?!) dos jornais, revistas e telejornais Brasil afora. Não há quem se sinta seguro seja em casa ou na rua. As empresas especializadas em aparatos de segurança como câmeras, alarmes, monitores, cercas elétricas e tudo quanto há, seja pra carro, casa, moto, bicicleta, comércio, papagaio, etc., estão faturando altíssimo as custas da nossa insegurança gerada seja pela atuação cada vez mais profissional da bandidagem brasileira e, em menor escala, pela atuação cada vez mais pífia de uma pequena parcela das PMs por aí. Mas e quando a segurança não é a material ou a pessoal? E quando a segurança é a do coração, da alma? Essa nenhum recurso humano ou tecnológico nos traz. A sensação de insegurança com relação a pessoa com quem nos relacionamos é algo de causa calafrios na alma de um romântico inveterado tal qual este blogueiro aqui. Eu não consigo seguir inseguro. Eu travo, tal qual o Windows quando você está com muita pressa de usar o computador sou eu ao não me sentir seguro. Não consigo seguir. Me sinto sozinho. Tal qual o navio que segue sozinho nas águas desafiadoras do oceano, assim sou eu quando não me sinto amparado dentro de um relacionamento. Aquele oceano sem fim, que por mais belo que seja, me inflinge um medo avassalador, que não me permite remar, não me permite prosseguir, faz com que a cada minuto eu me torne menor, menor, menor, até um ponto que ao não ter pra onde ir, so me resta esperar que a primeira tempestade venha e me leve para dentro do mar da incerteza e eu seja levado, com todo minha vontade de remar para o profundo e instranponível mar da falta de esperança. É muito difícil, quando você ama ou gosta, ou simplesmente sente falta daquela pessoa, e ela, se dizendo sua companheira, namorada ou seja lá o que for, não demonstra que sente o mesmo. Não demonstra que você é especial pra ela, que você faz falta, que ela sente saudade, que ela precisa de você para também seguir remando, que ela quer seguir o mesmo caminho que você, e você vão poder, juntos, passarem por várias tempestades, que com certeza virão, pois de uma coisa eu tenho certeza, a vida é como o mar, existem momentos de calmaria, mas existem momentos em que você acha que a tempestade nunca vai passar.

E é muito mais fácil se sentir seguro dentro de um relacionamenteo do que dentro de casa, ou na rua, especialme
nte nas grandes cidades. Afinal, um relacionamente é uma via de mão dupla, basta que você dê de cá e receba de lá, para gradativamente você se sentir seguro. Pequenos gestos, pequenas ações já vão solidificando o caminho. Porque o caminho sem segurança é árduo.Imagine um belo caminho, pra você e uma pessoa. Essa pessoa diz estar com você, mas você não está seguro quanto a isso. Você se sente frágil e a cada passo que vocês dão, você acha que a pessoa vai simplesmente voltar ou sair correndo na sua frente. Ou durante a noite, você se sentirá com frio e ela não te oferecerá os braços pra te aquecer.

É assim que eu me sinto quando estou inseguro dentro de uma relação. Eu não sei seguir pelo caminho, pois todo ele me parece tortuoso e cheio de curvas. A estrada que deveria ser uma longa reta de visibilidade me deixa a impressão de ser um sem fim de curvas sinuosas e de alto índice de acidentes.

Eu gosto de saber onde estou andando. Me aflige não sentir o meu chão firme. Me aflige essa tal de insegurança. Queria pode carminhar tranquilo e confiante novamente.




2 pensamentos:

*May Lopes disse...

Bonito texto hem...Quando lançar o livro me fala!
=)

♥ Cαmilα Girαssol disse...

Sabe Vítor, eu gosto de ter/sentir segurança. Em um relação, então é primordial.

Mas as vezes não podemos ter a vista de toda estrada, as curvas fazem parte de todo trajeto.
Mas acredito que se pudermos ver o que está em nossa frente, tudo fica bem. Por exemplo, ao dirigir a noite você não vê toda rodovia, mas o farol te ajuda iluminando o caminho logo a frente, dai é possivel ir em frente.

Gostei muito das suas metaforas.
BeijoS

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