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domingo, 13 de novembro de 2011

Da Reunião

Fizemos uma reunião ontem para assistir o UFC On Fox. Era pra ser uma reunião comum, que fazemos sempre, não fosse o fato de quase todos os amigos (faltou um) e suas namoradas terem comparecido. Foi muito bacana ter as pessoas que mais gosto por perto. Principalmente Ela.

A cena era engraçada e quase romântica. Casais espalhados pela sala, uns no chão, outros nos sofás, os homens vidrados na televisão assistindo as lutas e as mulheres deitadas no colo de cada um, umas dormindo, outras com a cabeça em outro lugar.

Ela estava no meu colo, como um bebê sendo cuidado. Parecia um anjo. Chegou a cochilar (dormir não é das tarefas mais difíceis que Ela encontra). Eu olhava pra Ela e meu coração ardia mais forte do que dois anos atrás. Fico impressionado como depois de quase cinco anos ainda posso sentir isso por aquela pequena.

Disse a Ela que estava feliz com a presença dEla e de todos meus amigos. Ela sorriu como um anjo e meu deu um beijinho. A derrota do meu lutador nem estragou a noite perfeita.

domingo, 11 de setembro de 2011

Da conversa

Foi a quase cinco anos mas me lembro como se fosse ontem. Era noite, eu fui a casa de um dos meus melhores amigos, o Ávila, com a intenção de ter uma conversa, receber um conselho, sem saber que aquele momento mudaria o curso da minha vida. Mesmo sendo mais novo, e tendo outros amigos tão próximos quanto ele, eu entendi que não havia pessoa melhor para me ajudar naquele momento do que ele.

Nós nos sentamos bem na frente da casa dele, no passeio mesmo, quase que nem crianças despreocupados, estava um clima ameno e eu comecei a contar a história, ele já sabia em partes, mas comecei a contá-la apresentando argumentos, vou tentar contar pra vocês, resumidamente, como foi a conversa.

Na época, na primeira vez que eu saí com Ela, poucos dias antes eu tinha conhecido uma moça e digamos que pintou um clima, principalmente da parte dela, e foi exatamente isso que me fez procurar ajuda do amigo, eu precisava de uma luz, do que fazer, de qual diretriz seguir, minha mente ou meu coração.

A loira era simpática, carinhosa, pouco mais nova que eu, morava com uma prima, tinha tudo para ser um relacionamento bacana, não haviam impedimentos de idade, de tempo, de nada. Era algo seguro, algo em que eu correria mínimos riscos presentes e/ou futuros. Minha razão, obviamente, dizia para ficar com ela pois era o "investimento" de menor fator de risco.

Ela, por sua vez, era bem mais nova que eu, tinha a vida toda pela frente, ainda tinha todo ensino médio para cursar, depois faculdade, era uma adolescente e todos sabemos que é uma fase instável demais, haviam muitos riscos. Meu maior medo era que quando ela fosse pra faculdade, após anos comigo ela ia querer "viver a vida" e acabaria me largando (mais tarde, como vocês podem perceber, meu medo se concretizou, mas errei por dois anos), só que meu coração já estava apaixonado, eu já não conseguia olhar pra Ela com os olhos de quem deveria fazer uma escolha, meu coração já havia feito, era minha musa, minha pequena, a escolhida.

Ávila, ouviu atentamente, meus argumentos, os prós e contras, ele tirou o óculos, coçou os olhos como quem pensa e se prepara para opinar sobre algo difícil, me olhou bem nos olhos e disse: "Vítor, você sabe que eu sou obrigado a te falar pra ficar com a loira né, que se você ficar com Ela, a chance de você sofrer é muito grande no futuro não sabe?" Balancei a cabeça para que ele continuasse. "Pois é, mas você gosta é dEla, seu coração arde e por Ela, então você tem meu apoio para assumir os riscos, e se der errado daqui um, dois ou dez anos, você sabe que estarei contigo meu amigo".

O resto da história vocês estão conhecendo aos poucos. Foi uma das conversas mais importantes da minha vida. Serei eternamente grato ao Ávila por ter me dado o conselho "errado".

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Caminhos





Eram caminhos totalmente opostos e fatalmente incomunicáveis.

Porém, Deus, que tudo vê, tudo sabe e está em todo lugar, se encarregou de propiciar que eles se esbarrassem.

O cenário, tal qual a chance dos caminhos se cruzarem era improvável. Salvo engano, era um fim de tarde, calçadão de uma praia qualquer do litoral do Brasil, no final do ano de 1999 ou 2000. Ele eram do interior e ela da capital, e em duplas distintas, caminhavam alheios a presença um do outro, cada um com seu amigo, porém próximos, conversando os assuntos pertinentes às suas próprias vidas.

Até que ele disse algo que despertou a curiosidade, algo que por incrível que pareça fazia parte da realidade de ambos, ou nem tanto. Ele reclamava exatamente da forma que os habitantes da região metropolitana e da capital conversavam de maneira peculiar e até irritante, beirava o ridículo o rapaz do interior, de sotaque preguiçoso e carregado, falar uma coisa dessas, mas ao que tudo indica, se ele não tivesse falado, os caminhos impossíveis não se tornariam cruzados.

Ela, prontamente saiu em defesa de si e seus contrrâneos: "Opa não é bem assim não", logo o assunto começou e o que antes eram dois amigos caminhando a beira mar se tornaram quatro conhecidos, que em comum, somente serem do mesmo Estado, caminhando na mesma praia.

Óbvio, o tempo me fez perder alguns detalhes, que até poderiam ser importantes para esta narrativa, mas não me lembro bem o que aconteceu imediatamente depois.

Sei que no mesmo dia ou no próximo, os jovens acompanharam as meninas até seu flat que ficava em frente uma praça. Acho que era uma praça. Não sei porque me lembro de um orelhão. por lá ou coisa assim. Não lembro quantas vezes mais eles se encontraram, mas lembro muito bem que naquela época não se perguntava "Qual seu MSN?" "Qual seu facebook?" As pessoas pegavam telefone e trocavam endereços para se corresponderem. E assim foi feito.

Ela fez o primeiro contato, e o segundo, e o terceiro... não me lembro do garoto ter enviado uma carta sequer, mas não era porque ele não queria, ele possuía uma mãe controladora que não assimilou bem a "amizade" de verão do filho. A moça, heroicamente, perseverou por muito tempo, até não suportando a repressão da mãe do rapaz, decidiu desistir disso tudo. Não foi fácil., claro. Ela até mandou convite da formatura do curso técnico que fez com muito esforço mas não obteve resposta. Nem sequer um obrigado. Que monstro esse nosso rapaz.

Mas o destino, ah o destino, esse sim sabe pregar suas peças e arquitetar verdadeiras histórias que se contar numa mesa de bar ninguém acredita. "Isso? Só em novela mexicana".

Pois foi exatamente a profissão escolhida por nossa heroína que fez com que os dois meninos se reencontrassem, sei lá, uns seis anos depois? Quis o Senhor do Tempo que ela fosse realizar um trabalho na cidade do rapaz, desta forma se encontraram de novo. Quase inacreditável, como é bacana saber que certas coisas resistem ao tempo. Ele participou de um evento da empresa na casa dela, ela foi no aniversário dele (inclusive deu de presente, um dos perfumes que ele mais gosta e continuou usando), foram poucos encontros, mas valeram pra reforçar o que eles já sabiam "isso é pra sempre", não importa o tempo, nem a distância.

Pena que foi por pouco tempo. O mesmo destino que fez com que se encontrassem de novo, quis separá-los, sabe-se lá por quanto tempo agora.

Cada um seguiu e vai seguindo o seu caminho, mas parece que sempre junto, fazendo jus àquela música (que por sinal eu odeio) que diz "quem foi que disse que pra tá junto precisa tá perto?". Acho que ambos sabem que mesmo longe, eles estão perto um do outro, porque há um elo real, um elo de carinho, afeto, respeito, consideração ou seja, de amizade que os une. E unirá.

Enquanto o destino brincalhão prepara um novo encontro, sigam seus caminhos, só não se esqueçam que podem contar um com o outro e que nem tudo nesse mundo acaba.



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Esse texto começou a ser escrito ano passado, exatamente em 16/05/2010, demorei, demorei, demorei e não ficou bom como precisava e como a história merecia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Amizade V


Nos conhecemos em meio a uma grande tempestade. Dois corações partidos, doídos e cheios de medo, olhos que não cabiam mais lágrimas. Nós precisavamos nos encontrar.

Assim, de mãos dadas em meio ao caos, caminhamos, sorrimos, choramos (mais do que sorrimos), brigamos e nos unimos.

O tempo passou, algumas coisas se foram e outras ficaram. Mas o que ficou mesmo foi a o carinho, o respeito, o amor, a confiança, palavras que se somadas resultam em amizade.

Parabéns Tuquinha! Que Deus te abençõe e te dê mais muitos anos de vida!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amizade IV

Você tem um amigo(a). Conhece ele(a) a mais de 5 (cinco) anos e de fato, considera um dos(as) melhores amigos.

Então você chama esta pessoa para ir contigo num dos barzinhos mais legais da cidade. Local agradável, que ele(a) também gosta, cheio de gente bonita e um som ao vivo bastante agradável.

Ele(a) recusa, dizendo que vai assistir um filme sozinho em casa.

Pergunta: Qual o problema?

a) Você é má companhia.
b) Vocês não mais compartilham os mesmos interesses.
c) Pelo programa escolhido pela pessoa, o problema má ela.
d) Todas alternativas anteriores.
e) Nenhuma das alternativas anteriores. (Justifique).





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Iuhull! Post n.º
200!

Mas não tem promoção, sorteio, brinde ou qualquer coisa comemorativa do gênero. (Buuuuuuuuu)

Só queria agradecer a companhia de todos vocês que leram, todos ou quase todos os posts feitos aqui, especialmente aos que comentam sempre: Vanessa, May, Camila, Izabela, Raymara e se esqueci de alguém me perdoe.


Obs: Com esse post, igualamos o record de postagens em um único mês que foi de 27 no mês passado. Essa quantidade de posts, obviamente se dá além do rumo que a vida vai tomando, a contribuição de vocês com comentários que dão idéias, com seus próprios textos nos blogues, e também á diversificação de postagens deste macaco, que não tem mais focado tanto em postar textos próprios, mas compartilhar um pouco de tudo (as vezes muito de nada) com vocês.

Que venham outros 200 ou talvez mais.

Obrigado mais uma vez.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os desgraçados não morrem

Já faz um tempo ocorreu o seguinte diálogo entre dois amigos, sentados em uma mesa com mais amigos, para um lanche matinal.

- Cara, eu tô puto! - Desabafava o amigo.
- Uai véio, por que? - Interessou-se o outro.
- Não aguento mais o povo! Só porque eu namoro uma menina mais nova, ficam pegando no meu pé.
- Tenso hein? Mas fica de boa sô. - Contemporizando
- Não cara, eu não aguento mais me chamarem de pedófilo. Que palavra porca, horrível, podre. Eu amo a Diana, e você sabe muito bem o que pedofilia quer dizer... - Disse, de forma sincera e até comovente.

A esta altura, os amigos entendiam o sofrimento do outro, e escutavam com respeito.

- Pois é, mas você vai fazer o que?
- O próximo filha da puta que me chamar de pedófilo eu vou matar!
- Sério?!?! - Perguntou o outro com um certo ar de deboche.
- Sério!! Vou matar na porrada! - Disse o já nervoso amigo, com certa seriedade na voz.
- Pedófilo!! - Disse o outro com seriedade, já arrancando risos dos outros.
- Ah! Mas você não conta, você é um desgraçado... - Disse quase que sem saber o que dizer, o já nem tão stressado amigo.
- Oba! Os desgraçados não morrem. - Concluiu brilhantemente o outro amigo.

Risos gerais. Inclusive do stressadinho. A conclusão lógica foi muito bacana.



Obs 1: Pedofilia, a grosso modo quer dizer "atração sexual por crianças".

Obs 2: Por favor, diga não á pedofilia. Denuncie.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amizade III

Estavamos voltando de viagem, era umas quase três horas da manhã e paramos no posto para comer. Estava com meu irmão, uma tia dele e dois amigos, um deles, muitíssimo especial, quase um irmão. Eis que na hora de pagar a conta acontece o seguinte diálogo:

Caixa: Aqui seu troco moço, R$ 4,50.
Vítor: Tem cinquenta centavos nesse mundo demoedinha? Vô conferir não - falei brincando.
Caixa: Confere moço...
Vítor: Você falou, tá falado - risadinha - tem mesmo né?
Caixa: Ué moço, confere!!! - já ficando irritada.
Vítor: Não senhora, não vou conferir. Se você falou tá falado. Mas eu tenho que pagar meu irmão no carro e se não tiver certinho eu tô ferrado - com cara lerda.
Caixa: Confere então moço!!!!

Então, meu amigo que já observava a situação solta essa: tem que conferir nada não! QUEM CONFERE FERRO, COM FERRO SERÁ FERIDO.


Eu ri demais.

domingo, 29 de agosto de 2010

Um almoço qualquer

Eles se sentaram em umas das quatro mesas que sempre sentam nos dias do almoço. Sempre achei que eles fossem um excelente exemplo do que a Bíblia diz sobre um "amigo mais chegado que irmão".

- E aí cara? Como foi na festa ontem?
- Nossa véi, foi boa demais. Faltou você lá...
- Você sabe muito bem que eu não vou em festa que a Rita vai; Ela estava lá né?
- Estava...
- Putz cara, já tem tanto tempo que terminamos, mas eu ainda gosto tanto dela.
- Ela tava com um cara lá, nem lembra que você existe brother, você devia fazer o mesmo, se você não se ajudar, quem vai?

(...)

Não falaram mais nada. Terminaram de comer e foi embora cada um pra um lado até o próximo encontro.

domingo, 15 de agosto de 2010

Decepção.



No começo foi só uma pontinha.

Mas aí cresceu.

sábado, 17 de abril de 2010

Amizade II

Ontem a noite consegui reunir uma série de pessoas que me fazem bem, exceto por umas três ou quatro sentidas ausências.

Saímos pra comer pizza, sendo que dois dos meus melhores amigos que citei aqui neste post inclusive (http://tinyurl.com/y6comak) as namoradas deles e é claro Ela. Além dela ainda foi uma amiga dEla que também é minha amiga.

É muito divertido reunir a turma e rir dos mesmos casos, piadas e acontecimentos que são contados pela enésima vez e rimos como se fosse a primeira. Gostaria que isso se repetisse mais vezes.

Creio que todos nós precisamos de amigos e pessoas para estarem ao nosso redor, a própria Bíblia diz em Provérbios 18:24b que "... mas há amigo mais chegado que irmão".

Creio que se não fossem por eles, e pelo suporte que me foi dado no começo do ano, e pelos árduos 48 dias que passei entre janeiro-fevereiro deste ano, eu não sei se vocês estariam lendo isso, afinal, não sei se conservaria minha sanidade.

Hoje, infelizmente estou numa correria danada. Gostaria de falar mais um pouco sobre amizade e valores, mas fica para uma próxima oportunidade.

Se tudo correr bem, amanhã estou de volta.

Até mais!


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amizade

Saí do trabalho por volta das 19 e 30, entrei no carro meio sem saber se queria ir pra casa, estes dias não tem sido os melhores pra mim, e ficar em casa definitivamente não ajuda muito. Passei em na casa de um parente dEla, onde ela esperava para ir para a aula de inglês. Dez minutos que valem pelas outras 23 horas e 50 minutos do dia... pena que esteja tão na cara que Ela não sente o mesmo...
Depois que ela foi pra aula, pensei em ir comer um churrasco, ou pizza. "Vou sozinho. Não, não vou". Liguei pra um amigo que estava viajando, depois liguei pra outro que iria pra casa da namorada e o outro não atendeu, "deve estar na peteca" pensei. Sem opção, já que meus três fiéis e sempre presentes amigos (três dos poucos mais valiosíssimos amigos que tenho e moram na mesma cidade) não podiam, não me restava alternativa que não ir sozinho com meus pensamentos. Decidi pelo churrasco.

O churrasquinho é gostoso mas não é barato não, R$ 10,50 é o que eu gasto para tomar a minha Coca Zero e um espetinho de medalhão e um de carne bovina. Meus favoritos. Não me enche, mas já é alguma coisa.
Cheguei no local, nenhuma das duas atendentes que eu gosto estavam lá, pelo menos não que eu pudesse ver. Desligando o som, já pensava que só ficaríamos eu e meus pensamentos negros, carregados de tristeza e amargura, que somados a pitada de solidão momentânea, resultariam em mais choro antes de dormir. Ao descer do carro, eis que um sujeito sorridente se aproxima em sua motocicleta: "Parei no meio da rua quando vi seu carro Vítor!" - Era o segundo amigo que eu tinha ligado - "Estou indo buscar a namorada". "Trás ela pra cá pra comer um churrasco comigo" - convidei. "Vamos lá na lanchonete perto da faculdade comer um hamburguer? Estou buscando a namorada pra ir lá". Eu sorri e aceitei claro. Era um chance de não dar espaço aos pensamentos, e deixá-los em stand by até mais tarde.

Chegamos lá o terceiro amigo ligou, realmente estava na peteca que era lá pertinho. Passou lá, conversamos sobre internet, vídeos do You Tube, contamos piadas, sorrimos, bebemos e comemos. Agora já não eram mais só dez minutos de alívio eram trinta.